O digital venceu.

Os três grandes nomes da filmagem em película – Arri, Panavision e Aaton, lançaram finalmente a tolha ao tapete e anunciaram o fim do fabrico das câmaras de filmar analógicas. Ao fim de mais de um século de cinema gravado em celulóide, os sucessivos melhoramentos do digital, que em alguns casos já ultrapassa a qualidade da película, impuseram o fim da produção.

Era inevitável. Afinal de contas o mesmo aconteceu nas máquinas fotográficas. O conforto e praticidade sempre acabam por vencer.

Como tantas outras notícias atuais, esta também deixa um certo sabor amargo na boca. É certo que a maior parte dos filmes, mesmo quando registados em película, já são finalizados em digital. O mesmo se passa com a exibição nos cinemas; para tristeza de muitos (e aí com alguma perda de qualidade, como Roger Ebert demonstrou) a projeção digital parece condenada a vencer.

Mas quem passou muitos anos a ler na American Cinematographer os debates entre os partidários dos vários tipos de películas, sabe que vai sentir saudades. O rei morreu; viva o rei.

Via NoFilm School

João Nunes é um autor, guionista e storyteller apaixonado por contar estórias e ajudar outras pessoas e marcas a contar as estórias delas. Divide o seu tempo entre Portugal, Brasil e Angola, tendo já escrito mais de 3500 páginas de guiões produzidos de longas metragens, telefilmes, séries de televisão e curtas.

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